Prazeres da mesa

Novidades da Península Ibérica

Por: Prazeres Da Mesa | 13.jan.2015

Vinhos portugueses e espanhóis continuam chegando e conquistando o paladar dos brasileiros. De quebra, uma nova leva ainda desembarca com preços bem atraentes

Boas levas etílicas continuam chegando da península Ibérica. Tanto Portugal como a Espanha, que frequentemente causavam perplexidade com a aparição de ícones a preços astronômicos, tem surpreendido nos últimos anos com um número crescente de goles atraentes, com belo equilíbrio entre o desempenho no copo e o peso no bolso, um item, alias, cada vez mais procurado pelos consumidores.

São vinhos como os de hoje, novos tintos e brancos lusos e espanhóis que aportaram recentemente ao Brasil.

Vinos Sanz

Antiga casa de Rueda, centro oeste da Espanha, região focada nos vinhos brancos. A Sanz tem cerca de 100 hectares de vinhas onde primam, claro, as variedades brancas como a Sauvignon ou a Verdejo, típica do lugar que, precisamente, aparece nos dois destaques do primeiro desembarque da adega.

Sanz Clásico 2013 - Corte de Verdejo e Viura, vivaz em boca, com boa acidez, mesclando frutas tropicas (como o maracujá) e cítricas que marcam o final (avaliação: 88 pontos em 100; R$ 59,12).

Sanz Verdejo 2013 – Puro Verdejo, tem também paladar vibrante, com boa persistência, dominado por pinceladas cítricas (limão siciliano, tangerina). Boa pedida para um ceviche (89/100, R$ 81,08).

Finca Valdeguinea

Como a anterior, é uma empresa familiar, com raízes na viticultura que se remontam ao século 19, localizada em El Cortijo, ao noroeste da cidade de Logroño, no coração da região de Rioja, centro-norte da Espanha. Da sua vinícola surgem tintos e brancos. Na estreia, menção para dois integrantes da ala rubra.

Valdeguinea Jóven 2013 – Elaborado com uvas Tempranillo, estrela de Rioja (e do país).  Redondo e equilibrado, precisa de um tempo na taça para que surjam as frutas vermelhas intensas que acabam dominando aroma e sabor. (88/100, R$ 57,43).

Valdeguinea  6FV Limited Edition 2012 – Outro Tempranillo 100%, amadurecido por 6 meses em barricas de carvalho. Framboesas e cerejas junto a toques de especiaria doce dão forma a um paladar rico, com boa estrutura e persistência (90/100, R$ 81,08). Todos à venda na Premium.

Alves Vieira

Os Alves Vieira são novidade, mas quem os produz já marca presença há algum tempo no Brasil: a Herdade do Rocim, de Vidigueira, no Alentejo, Sul de Portugal. Lá a Herdade tem cerca de 100 hectares de vinhedos e uma moderna adega comandada pela jovem enóloga Catarina Vieira. A nova linha milita na área de preços mais em conta do portfólio da Rocim. Um branco e um tinto merecem ser conferidos.

Alves Vieira Branco 2013- Uvas Antão Vaz, Fernão Pires e Roupeiro, deram vida a um vinho atraente, muito frutado (peras e maçãs maduras, suave pêssego) denso e equilibrado em boca, com bom final (89/100, R$ 48).

Alves Vieira Tinto 2013 – Alicante Bouschet, Trincadeira e Touriga Nacional moldam este rubro amplo em boca, bem frutado (ameixas, frutas vermelhas) com leves toques de couro e especiaria, de sabor longo (89/100, R$ 48).

Almendra

A história se repete. Os estreantes, oriundos do Douro, norte da terrinha, são produzidos por uma velha conhecida por aqui, a Casa Agrícola Roboredo Madeira (CARM) vinícola com vinhedos e cantina na vila de Almendra, em Vila Nova de Foz Cõa, no leste da região. Aqui também um tinto e um branco chamaram a atenção.

Almendra Branco 2013 – Mescla de Rabigato (55%), Viosinho (40%) e Moscatel Galego. Outra prova de que os brancos lusos estão cada vez mais interessantes. Frutas como a pitanga e o maracujá e tons de cascas cítricas (laranja) marcam um sabor persistente (89/100, R$ 54).

Almendra Reserva 2011 – Nasce de uvas Touriga Nacional (45%), Touriga Franca (35%) e Tinta Roriz. Estagiou 6 meses em carvalho francês e americano. Mostra bom corpo e complexidade (ameixas pretas maduras, cerejas, baunilha, especiaria) e paladar macio, com taninos finos (90/100, R$ 84). Os quatro à venda na La Pastina.

 

jorge carrara_site

*Escreve também para o site Basilico

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