Todo grande evento de gastronomia tem um pavilhão de expositores, uma “feirinha” junto. No Gastronomika não era diferente, talvez com o nível um pouco melhor do que estou acostumado.

Havia degustações populares, algumas promovidas pelos países participantes, como o Peru. Stand orgulhosa e coloridamende adornada, dava até pra imaginar o mesmo sendo feito com bandeirolas de São João, as coloridas chitas brasileiras e cerâmicas de barro queimado… mas isso não aconteceu.

Bebida famosa e típica nos países bascos, o público pôde conhecer a txacolina, um vinho branco levemente frisante, de baixo teor alcoólico, primo da sidra, que deve ser servida assim: despejada de uma altura mínima de 30 cm e tomada numa golada só.

Logo à entrada da feira, a geladeira expositora de um stand mostrava uma variedade de barrinhas coloridas que pareciam chocolate. Chegando mais perto… foie-gras!

O Japão montou um stand com vários produtos: farinha de arroz premium, uma máquina específica para fazer pão com essa farinha (boa opção para celíacos), sakês, produtos derivados do chá verde, temperos, etc.

E o alho negro, tão na moda no Brasil? Estava lá, mas mais bonito e um pouco menos ácido por ser de qualificação extra-premium, como me explicou a tradutora. Tudo era oferecido para degustação e registrado em foto e vídeo por uma equipe permanente de filmagem japonesa.

Uma cooperativa pesqueira da Galícia se fez presente e pescava a atenção do público com o visual de seus produtos.

Filés gigantescos de atum podiam ser vistos, bem como salmões selvagens do Alasca, tão parecidos e tão diferentes dos que estamos acostumados no Brasil.

Louça especiais? Claro! Que tal servir um ouriço-do-mar fresco nesse dublê do bicho?!

As várias mesinhas no grande stand do México ofereciam uma grande variedade de produtos para degustação, como essa salsa gourmet de chile habanero. Prefiro chamar isso aí de salsa assassina de habanero! E tome água!!!

A Joselito, considerada a melhor marca de jamon ibérico, estava presente com um lounge e seus espetaculares produtos.

A Cataluna montou uma mesa de degustação com alguns de seus melhores vinhos, onde o próprio público se servia. Ah, se fosse no Brasil!

Na Espanha, o forte em termo de espumantes são as cavas. Como nos outros países produtores, existem marcas mais selecionadas, como a Gramona. Amigos me sugeriram degustar o Gran Reserva 2004. A moça disse: “Esse aí não, pois ainda tá muito jovem. Se você vai tomar somente um rótulo experimente este aqui de 2002.” Nem discuti, menino obediente que sou.

Brotos e ervas variadíssimos, entregues na cultura (o que prolonga sua durabilidade), podendo ser em caixa mono-varietal ou na combinação que o cliente desejar. Como faz pra ter um food service desses no Brasil?!

Em outro stand, produtos similares, mas do mar: algas e ervas que crescem banhadas por água salgada, pegando também essa característica.

E a Ferrari dos uniformes de cozinha estava lá. Várias araras com dólmans da francesa Bragard, que aproveitou a ocasião para lançar o Click System: jaquetas com fecho magnético. Cobicei de todo coração!

Andando pelos corredores ainda se podia esbarrar nos chefs participantes, como o trio brazuca 3D – Thomas Troisgros, Roberta Sudbrack e Wanderson Medeiros.













































