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David é Brasil

Fundador da Gastromotiva é o único brasileiro na final do Basque Culinary World Prize

Por: Prazeres Da Mesa | 14.jun.2017

Por Marta Barbosa Stephens, de Londres

David Hertz, da Gastromotiva, está de novo na final do Basque Culinary World Prize, organizado pela Basque Culinary Center (BCC) e pelo governo do País Basco, na Espanha. Esta é a segunda edição da premiação que dará 100.000 euros ao profissional de cozinha à frente de uma iniciativa que vise melhorar o mundo pela gastronomia.

Desta vez, David é o único brasileiro na disputa (ano passado, Manu Buffara e Teresa Corção também estavam na final). O vencedor será eleito por um júri composto por alguns dos mais renomados chefs do mundo, no dia 18 de julho, na Cidade do México. Ano passado, a escolha foi pelo nome de Maria Fernanda Di Giacobbe, pelo projeto Cacau de Origem, desenvolvido em seu país Venezuela. A seguir, a lista dos dez finalistas (11 profissionais).

David Hertz, está a frente da Gastromotiva

David Hertz está à frente da Gastromotiva

Anthony Myint, EUA – Com a escritora Karen Leibowitz, criou o ZeroFoodprint, organização que trabalha com donos de restaurantes para reduzir o impacto da geração de carbono em seus negócios.

Dan Giusti, EUA – Ex-chef de cozinha do Noma, de René Redzepi, criou a Brigaid, projeto que visa reestruturar a funcionalidade das escolas de cozinha, estimulando antigos hábitos como o alimentar-se sem pressa.

Daniel Patterson e Roy Choi, EUA – Os dois uniram seus conhecimentos em alta culinária e comida de rua para criar o Locol, projeto em conjunto com redes de restaurantes nos Estados Unidos em nome de uma comida barata, rápida e saudável.

David Hertz, Brasil –  Há 11 anos, criou a Gastromotiva, organização que oferece formação profissional a moradores de favelas no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Cidade do México. Mantém também um refeitório social no Rio de Janeiro aberto com a colaboração do chef Massimo Bottura e da Fundação Food for Soul.

Ebru Baybara Demir, Turquia – Atua na região de Harran, Turquia, onde estão assentados 14.000 refugiados sírios. Ali mantém o Harran Gastronomy School Project, que oferece formação profissional para mulheres turcas e sírias. O programa inclui ainda a formação de refugiados em turismo gastronômico.

José Andrés, EUA/Espanha – Um dos homens mais influentes do planeta, segundo a revista Times, é dono de uma rede de restaurantes de sucesso. Espanhol residente em Washington, atua em defesa das reformas migratórias e laborais de diversas formas, inclusive com atuação política. Na administração de Obama, foi embaixador para a cidadania e da aliança global por estufas limpas, lançada por Hillary Clinton.

Leonor Espinosa, Colômbia – Promove a cozinha popular colombiana de diversas formas, com foco no fazer e no saber ancestral das populações, principalmente indígenas e afro-colombianas. Planeja inaugurar o Centro Integral de Gastronomia em Chocó, como alternativa de formação profissional ao narcotráfico.

Melinda Mc Rostie, Grécia/Austrália – No norte da ilha grega de Lesbos, está envolvida na ajuda a refugiados, no ponto de maior fluxo de chegada de pessoas nesta que já é a maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial.

Niko Romito, Itália – Com o apoio da Universidade Sapienza de Roma, criou um protocolo para que hospitais sirvam comida mais saudável e saborosa. O projeto Inteligência Nutricional refaz a cadeia de produção de catering, sem ultrapassar o orçamento diário do hospital.

Ricardo Muños Zurita, México – Reconhecido por estar à frente do melhor momento da cozinha mexicana, local e internacionalmente, é autor do Diccionario Enciclopédico de Gastronomia Mexicana e ativista em favor dos produtores locais.

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