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Em Beagá, expert americano Randy Mosher testa cervejas nacionais e belgas com queijos de diferentes estilos, alguns deles mineiros da gema |
POR PATRÍCIA LAPERTOSA, DE BELO HORIZONTE, MG
FOTOS: DIVULGAÇÃO
O vinho pode parecer a escolta perfeita para a degustação de queijos, mas o especialista norte-americano Randy Mosher provou que cervejas são ótimas companhias para as iguarias. Em recente visita ao país, o professor e consultor de cervejarias artesanais desembarcou na capital mineira para conhecer as cervejarias artesanais instaladas nos arredores de Belo Horizonte. De quebra, aproveitou para promover uma harmonização de cervejas e queijos especiais para convidados e jornalistas, no Haus München, restaurante de inspiração alemã com uma das melhores cartas de cervejas da cidade.
Mosher reuniu quatro cervejas — três brasileiras e a belga Hoegaarden— a queijos especiais, abrindo a degustação de maneira descontraída ao dizer que a harmonização entre cervejas e queijos segue um princípio simples: o amargor do lúpulo e o gás da bebida neutralizam em certa medida a oleosidade da iguaria. Cada gole deixa o paladar limpo para mais um pedaço de queijo, estimulando, assim, a degustação. Em seguida, afirmou que as combinações apresentadas são algumas das infinitas possibilidades de degustação das iguarias, pois, na verdade, o que vale é experimentar e satisfazer o gosto pessoal.
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| Marcos Falcone, da Falke Bier, Marcelo Carneiro, da cervejaria Colorado, e o americano Randy Mosher |
Para a Colorado Indica ele escolheu o queijo Azul de Minas (produzido na pequena Cruzília no sul de Minas Gerais), ressaltando que o amargor característico desta india pale ale destaca a cremosidade intensa de queijos untuosos. Reuniu a leveza da cerveja de trigo Hoegaarden ao queijo francês Chèvre, comentando que notas de doçura e de frescor de ambas as iguarias promovem uma harmonização equilibrada, com o queijo ressaltando o sabor de especiarias e casca de laranja da cerveja. Juntou a Colorado Demoiselle ao queijo Parmeson de Random, alegando que o sabor de café tostado desta cerveja porter casa bem com os sabores do queijo, ao mesmo tempo, doce e salgado. Finalmente, serviu a Estrada Real Pale Ale, da cervejaria mineira Falke Bier, com cheddar maturado alegando ser esta como a anterior, feita com a Colorado Indica, uma combinação clássica inspirada no mais puro estilo britânico. Ou seja, tanto o estilo da cerveja, quanto o do queijo são originários da Inglaterra.
Com experiência acumulada, Randy Mosher sentiu-se à vontade para propor a harmonização com os produtos mineiros, que conheceu em sua estada na capital mineira. Ele é um profissional experiente: além de professor do Sibel Institute, a mais antiga escola de cerveja dos Estados Unidos, situada em Chicago, trabalha há 20 anos como consultor de cervejarias artesanais, viajando para ministrar palestras e promover degustações. E, também autor de três livros sobre o assunto. O mais recente, Tasting Beer, foi lançado no ano passado.
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