| Tradição que cabe no bolso |
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Polidor, um bistrô com mais de século de história, surpreende pelo custo-benefício |
POR MARINA GOBET (*)
Fundado em 1845, o Polidor, instituição do Quartier Latin (o bairro mais popular de Paris), conservou a decoração praticamente intacta, como o piso de azulejos e as paredes revestidas de madeira. Continuou também a servir os pratos mais típicos da cozinha francesa, como o steak tartare com batata frita, a blanquette de vitela (ensopado com molho branco e creme), os escargots da região da Bourgogne e o creme de lentilhas com foie gras. Sem esquecer a famosa tarte tatin (torta de maçã caramelizada, que é assada invertida) e o baba au rhum(pão-de-ló embebido em calda de açúcar e rum).
As porções são mais que satisfatórias e a carta de vinhos tem muitas opções. A atmosfera é descontraída e familiar. A maioria das mesas tem de seis a oito lugares, desinibindo as pessoas a sentar juntas, a dividir a mesma mesa de maneira informal.
Além dos pratos à la carte, existe a opção de dois menus: um de 22 euros e outro de 32 euros – ambos incluem entrada, prato principal e sobremesa. Açougueiro de origem, André Maillet é o sexto proprietário desde a inauguração. Ele retomou o local em julho de 1987 e garante que só vai parar de trabalhar em 2045, quando o bistrô completar o bicentenário e ele, os 102 anos!
Além de manter a tradição, André pretende inovar e criar mais atrativos para seu bistrô. Amante e grande apreciador das boas taças, ele inaugurou no fim de outubro o Les Caves du Polidor. Vizinha do bistrô, a adega oferece mais de 400 referências de vinho, champanhe e destilado, das quais apenas dez são rótulos espanhóis. O restante é francês.
Encontram-se desde os melhores Bordeaux, como os châteaux Haut-Brion, Cheval Blanc e Petrus, até champanhes Cristal Roederer, Dom Pérignon e Dom Ruinart. Mas a especialidade da casa é a coleção de todos os Côtes du Rhône, da Maison Guigal, em diferentes safras. Entre eles destaca-se o Côte-Rôtie “Château D’Ampuis” 2004, que foi eleito o melhor Syrah do mundo no concurso organizado pela Winestate. Os preços são diversos: o mais barato é o Pacherenc, um vinho branco do sudoeste da França que sai por 5 euros. O mais caro é o Romanée-Conti millésime 1988, por 12.000 euros.
É possível degustar 24 rótulos de vinho e champanhe servidos em taças, com preços a partir de 3 euros. Para acompanhar, uma tábua de queijos e frios por apenas 10 euros.
Polidor
Rue Monsieur Le Prince, 41, 75006, tel. (00xx) 33 (0)1 43 26 95 34; metrô: Odeon. Aberto todos os dias, das 12 às 14h30 e das 19 a 0h30 (no domingo, até as 23 horas).
Les Caves du Polidor
Rue Monsieur Le Prince, 39, 75006, tel. (00xx) 33 (0)1-43-25-16-55. Aberto de terça-feira a sábado, a partir das 10 horas.
(*) Marina Gobet é formada em gastronomia pela Lenôtre e tem a sorte de morar em Paris há dez anos.
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