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POR MARINA GOBET (*)
Todo mundo sabe, francês gosta mesmo é de uma boa refeição com garfo e faca – entrada, prato principal, sobremesa, cafezinho... Mesmo assim, e para surpresa de muita gente, o consumo de sanduíches em Paris aumenta na mesma proporção que multiplicam as notícias de crise mundial. Mas, claro, não de qualquer sanduba. A grande diferença entre os sanduíches que fazem sucesso na França e os de outros países é o requinte. Os franceses são especiais.
Prático e barato, é o aliado ideal da geração de apressados. Uma refeição num pequeno restaurante, por mais barata que seja, está sempre acima das condições de quem recebe um salário modesto. E ainda tem a praticidade de poder ser comprado na rua e consumido ali mesmo, ou num boulevard qualquer da Cidade Luz.
O único inconveniente é a fama de ser comida altamente calórica. A maioria deles contém elevadas taxas de glicídios e lipídios, além dos carboidratos do pão. Mas, como toda regra tem exceção, existe agora uma nova geração de sanduíches.
Casas especializadas, como a Lina’s, tem no cardápio opções como o de peru com abobrinha e estragão e o de speck, parmesão e pastinha de alcachofra. A especialidade da casa são os sanduíches sob medida, feitos na hora, com o tipo de pão e recheio de sua escolha. Existem duas opções de pão (integral e branco) e 12 tipos de recheio, como presunto levemente defumado, ovo com bacon e camarão com abacate. O destaque é para o sanduíche de massa phylo, enrolado como wrap.
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A Bert’s, outro endereço especializado, tem um menu bastante variado, com wraps e club-sanduíches, destacando-se pela comida balanceada. Exemplos: o de frango tandoori com queijo tipo coalhada, tomate e salada ou o de queijo de cabra, miniespinafre e mel – leves e nutritivos.
Paul e Eric Kayser, padeiros de origem, são referência no mercado parisiense. Lá, você prova preciosidades como o de crudités (cenoura, alface e ovos). As sobremesas e quiches, imperdíveis, podem ser levadas para casa.
Mas nada substitui o tradicional sanduíche encontrado nos cafés franceses. A base é a mesma: baguette e manteiga. No recheio, presunto cru, queijo, salame ou paté. Eles não são criativos, mas são preparados na hora e com a opção para levar ou ser consumido em pé, no balcão – como manda a tradição! Sem esquecer o excelente custo-benefício.
Para quem não abre mão da sofisticação, a sugestão são os bares de hotéis onde se encontram sanduíches mais requintados. Le Meurice, Plaza Athénée e George V servem deliciosos club-sanduíches. Mas atenção: esses não é possível levar, e o preço é de prato principal.
Bert’s
(Rue de Ponthieu, 6, 75008, metrô Franklin D. Roosvelt; www.berts.fr
Eric Kayser
(Rue de L’Ancienne Comédie, 10, 75006, metrô
Odéon; www.maison-kayser.com
Lina’s
(Rue Etienne Marcel, 50, 75002, metrô Etienne Marcel; www.linascafe.fr)
Paul
(Rue des Mathurins, 5, 75009, metrô Havre Caumartin; www.paul.fr
(*) Marina Gobet é formada em gastronomia pela Lenôtre e tem a sorte de morar em Paris há dez anos.
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