| |
|
|
 |
|
Cigarros com folhas de tabaco negro cubano são uma alternativa para os apreciadores |
POR CÉSAR ADAMES (*)
Criada a partir da união de duas grandes empresas – a Souza Cruz S.A., empresa brasileira líder no mercado de cigarros, e a União de Empresas del Tabaco de Cuba (Uneta) –, a Brascuba vem produzindo, em Havana, cigarros que levam o nome de algumas marcas famosas de charutos, como o Romeo y Julieta, Hoyo de Monterrey, Vegas Robaina, H.Upmann e Cohiba. O objetivo da parceria é colocar, de um lado, matéria-prima de excelente qualidade (no caso, o tabaco negro cubano, reconhecido como um dos melhores do mundo), além de valores agregados como a história, as marcas e os nomes de prestígio. De outro lado, tecnologia, experiência em marketing, finanças e práticas que asseguram a qualidade, segundo as normas internacionais.
O início da empresa, em Cuba, foi em 1996, em uma antiga fábrica de charutos do século passado, que foi totalmente reconstruída para abrigar o maquinário necessário para a elaboração dos cigarros. A primeira marca lançada foi a Popular, que, com um nome fácil e turbinada por uma campanha de marketing agressiva, tornou-se o principal cigarro vendido atualmente em Cuba. Com o passar do tempo, foram lançadas outras marcas, como Romeo y Julieta, elaborado 100% com tabaco proveniente das melhores vegas da famosa região de Vueltabajo.
E mais: Hoyo de Monterrey (feito com folhas cultivadas nas mesmas plantações que dão origem aos charutos que criaram a marca, em duas versões: com e sem filtro) e Vegas Robaina, lançado em homenagem a Don Alejandro Robaina, um dos maiores produtores de tabaco de Cuba. Esse cigarro feito com 100% de tabaco negro proveniente de diferentes regiões do país, é produzido apenas na versão sem filtro. São produzidos também o H.Upmann e o Cohiba, líder de exportação para diversos países do Caribe e do Velho Mundo.
Para beber
Recomendo a cerveja escocesa Ola Dubh, também conhecida como Black Oil (óleo negro), produzida pela cervejaria escocesa Harviestoun. Ela é maturada em barris de whisky, que já receberam o single malt Highland Park. No Brasil, é possível encontrar as versões 18 e 40 anos.
César Adames é consultor na área de tabaco, professor no Senac e na Universidade Anhembi Morumbi
|
|
|