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Receitas e histórias do peixe salgado segundo os costumes de Portugal, Espanha, Itália, Japão e Brasil |
Por Luciana Lancellotti Fotos Rogério Voltan Produção Beth Freideison
“O bacalhao que he huma espécie de pescada, mais duro e de peor alimento que ella, coze-se difficultosamente, gera humores melancólicos e mal depurados de suas partes excrementícias. He o alimento dos pobres e dos rústicos: e próprio pêra pessoas que trabalharão e se exercitarão muito. Não se deve usar em pessoas delicadas, mesmas que passarão vida sedentária.” Palavras escritas no início do século XVIII pelo doutor Francisco da Fonseca Henriques, médico de Dom João V e um dos mais respeitados profissionais de sua época em Portugal. A julgar por suas ideias, provavelmente não cultivasse grande sensibilidade gourmet. Mas é bem verdade que, naquele tempo, o bacalhau, inicialmente comercializado pelos bascos e comum entre os navegadores, nem sequer sonhava em assumir infinitas possibilidades de preparo, inclusive com requintes gastronômicos.
O peixe, porém, já era apreciado por boa parte da população portuguesa, principalmente na região do Porto. Era inevitável: o alimento rico em personalidade, cujo processo de conservação com salga e secura começou na Islândia e na Noruega no século IX, estava prestes a ganhar não só status e reconhecimento, como também o mundo. Bacalao na Espanha, baccalà na Itália, tara no Japão, codfish na Inglaterra, morue ou cabillaud na França e por aí vai.
Passados alguns séculos, além de se ter firmado como uma das maiores instituições portuguesas, o bacalhau abrilhanta pratos das mais diferentes nacionalidades. No Brasil, o produto encontra mercado: somos os maiores importadores mundiais. Proporcionalmente, porém, o posto de maiores consumidores do mundo ainda é dos portugueses. E mesmo que os preços estejam cada vez mais salgados – com o perdão do trocadilho, Sexta-Feira Santa sem bacalhau é, para os brasileiros, algo como Natal sem peru. Durante a Páscoa, as vendas crescem em média 15%. Em postas ou desfiado, ensopado ou frito, como recheio de pastéis ou ingrediente principal de bolinhos, o bacalhau no Brasil é preparado com base em receitas tradicionais portuguesas, graças à herança da colonização.
Some-se a isso o período de jejum de carne vermelha imposto pela Igreja Católica e temos um hábito consolidado. Receitas como bacalhau à Gomes de Sá, à Zé do Pipo, à Brás e tantas outras que nos soam familiares são reproduzidas, ano após ano, perfeitamente incorporadas ao gosto brasileiro. E, se a preferência nacional é o receituário clássico português, o chef Francisco Everaldo da Silva, do Bacalhoeiro, em São Paulo, propõe para a Páscoa um prato farto de bacalhau à Braga, preparado com ovos, picles e pimentão vermelho. Mas, antes, porém, uma porção de pastéis sequinhos também vão bem. bacalhau brasileiro Se a intenção for fugir do tradicional, a inventiva Mara Salles, do paulistano Tordesilhas, propõe uma receita cujo ingrediente principal é o pirarucu, peixe amazônico quase sem espinhas que, por ser encontrado em postas, seco e salgado, é considerado o bacalhau brasileiro. “Cresci apreciando a frigideira de bacalhau preparada por minha mãe”, diz a chef, que divide a receita de família com Prazeres da Mesa. “Mas acho que preparar um pirarucu também pode ser uma ótima sugestão para a Páscoa.”
Para acompanhar o peixe, Mara sugere um cuscuz feito com um tipo especial de farinha amazônica, a ovinha, produzida na região de Uarini. tradição e vanguarda Assim como em Portugal, o consumo de bacalhau na Espanha também já foi, por muito tempo, restrito à população humilde e ganhou impulso com as obrigações religiosas. Hoje, o gosto local pede textura untuosa e sabor intenso de mar. O consumo acontece de múltiplas formas: desde o tradicional bacalao al pil pil – que ganha o nome curioso graças ao som que o peixe faz ao tocar o azeite quente – até a versão preparada na brasa do Asador Etxebarri, servida com uma lasca de pimentão vermelho e molho de manteiga. Isso sem contar as criações assinadas por nomes como Ferran Adrià e Juan Mari Arzac.
Mas ainda que a vanguarda seja a cara da gastronomia espanhola, o país preserva as receitas tradicionais. E é seguindo a tradição que o restaurante paulistano Los Molinos propõe duas de suas versões para a Páscoa: à espanhola, vigoroso, preparado com grão-de-bico, leite de coco e coloral, e Don Quixote, com batatas e pimentões vermelhos em conserva. massas e risotos Entre os italianos o baccalà também é apreciado. Na região do Vêneto, a cidade de Vicenza tem, como prato--símbolo, o bacalhau à Vicentina, preparado com anchovas e servido com polenta fresca ou tostada.
O consumo na Itália, no entanto, está longe de ser tão popular quanto na Espanha ou em Portugal. Mas uma nova abordagem, com acento gourmet, tem facilitado a adaptação do peixe à diversidade gastronômica do país. “Na Itália não é tão comum encontrarmos o bacalhau em postas, mas o ingrediente vem sendo cada vez mais utilizado em receitas de massas ou risotos”, explica o chef Paulo Barroso de Barros, do Due Cuochi, em São Paulo, que incluiu dois novos pratos no cardápio: o risoto ao pesto com lascas de bacalhau e o ravióli de bacalhau com creme de batatas assadas e brócolis. seco, sim. salgado, não Diferentemente do que acontece no Brasil e em Portugal, o bacalhau, no Japão, é consumido fresco. É até possível encontrar, com menos frequência, a versão seca, mas a salgada não se vê. O tara, como é chamado pelos japoneses, é comum não só nos cardápios de restaurantes, como também nos lares, em geral temperado com miso (pasta de soja), cozido ou grelhado. Além de cru, obviamente, em forma de sushi e sashimi. As ovas, de sabor delicado e muito particular, também são apreciadas.
Elas aparecem em uma das receitas do consultor gastronômico Wilson Kinoshita, adornando o bacalhau fresco, servido com mousse de abacate e shiso. Em outra sugestão, o chef também propõe a cocção do peixe ao vapor. Leia mais em prazeresdamesa.com.br Nova cara portuguesa A relação intensa que une portugueses e bacalhau não para de gerar frutos. Melhor dizendo, receitas. São mais de 1.200 catalogadas, com uma diversidade avassaladora de preparos. Ainda que pareça não haver mais espaço nessa imensa lista de delícias, eis que Portugal continua a criar novas formas de servir o maior ícone da gastronomia lusitana.
Desta vez, porém, acompanhando a onda contemporânea. Uma das figuras-chave dessa nova fase é o chef espanhol Joachim Koerper, que comanda o Eleven, em Lisboa, estrelado pelo Michelin. O lugar em nada lembra a atmosfera dos restaurantes tradicionais portugueses. Ali, as receitas ganham toques de vanguarda. E o melhor: sem deixar de lado o sabor da tradição.
Brasil Frigideira de bacalhau 6 porções
700 g de bacalhau, pesados antes de retirar a pele e as espinhas 150 ml de leite de coco 50 ml de azeite de oliva 50 ml de azeite de dendê 7 ovos 4 dentes de alho picados 2 tomates sem sementes cortados em cubos pequenos 1 cebola média cortada em cubos pequenos 1/2 pimentão verde em cubos pequenos; coentro picado a gosto Pimenta-de-cheiro micropicada Queijo parmesão ralado para polvilhar
1 Deixe o bacalhau de molho por 24 h dentro da geladeira; durante esse período, troque a água duas vezes. 2 Prepare um refogado: doure o alho no azeite de oliva e acrescente o pimentão; em seguida, adicione a cebola e, por último, os tomates. 3 Afervente o bacalhau demolhado, desfie-o e descarte as espinhas e a pele; leve o peixe já desfiado à panela com os temperos e refogue por mais 5 minutos, em média; corrija o sal. 4 Acrescente o azeite de dendê, a pimenta, o leite de coco e, por último, salpique coentro. 5 Bata as claras em neve (ponto firme) e incorpore as gemas; continue batendo; misture a metade desses ovos batidos ao bacalhau já frio; leve essa mistura para uma forma refratária e reserve o restante para a cobertura. 6 Leve ao forno preaquecido (160 ºC) e retire quando estiver dourado.
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Filé de pirarucu, confit de pimentas e cuscuz de farinha ovinh 6 porções
Pirarucu 1 kg de filé de pirarucu salgado 400 ml de azeite de oliva 400 ml de azeite de castanha-do-pará 6 dentes de alho Pimentas frescas com pouca ou nenhuma picância; flor de sal e coentro a gosto
Cuscuz de farinha ovinha 100 g de vagens bem picadas 100 ml de caldo de legumes 6 colheres (sopa) de farinha-d’água (nesse caso farinha ovinha); 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva 1 cenoura em cubos bem pequeninos 1 cebola roxa bem picada 1 tomate em cubos bem pequeninos; cebolinha picada a gosto Salsinha picada a gosto; coentro picado a gosto; limão a gosto
Pirarucu 1 Na véspera, corte o peixe em 6 filés e deixe de molho em água com bastante gelo; troque a água uma vez. 2 Misture os azeites em uma panela, adicione as pimentas e mantenha em fogo mínimo por aproximadamente 40 minutos; escorra e reserve as pimentas. 3 Disponha as postas de peixe em uma assadeira robusta e cubra com o azeite resultante do confit das pimentas; coloque o alho amassado sobre o peixe e leve ao forno a 200 ºC por 15 minutos ou até que o peixe esteja macio ao toque de um garfo.
Montagem 1 Coloque as pimentas e o alho sobre o filé do peixe e salpique flor de sal; regue um pouco do azeite onde o peixe for preparado. 2 Guarneça com o cuscuz de farinha ovinha. Cuscuz de farinha ovinha 1 Hidrate a farinha com o caldo de legumes morno. 2 Cozinhe separadamente a vagem e a cenoura, deixando-as bem firmes; escorra e reserve. 3 Misture todos os ingredientes e tempere com azeite, sal e limão.
Receitas da chef Mara Salles, do Tordesilhas, de São Paulo, SP.
Portugal
Bacalhau à Braga 1 porção
300 g de bacalhau 250 g de batata 100 g de picles 50 g de farinha de trigo 100 ml de azeite 2 pimentas malaguetas 1 ovo 1 cebola média 1 pimentão pequeno vermelho 1 folha de louro; salsa Vinagre de vinho tinto a gosto
1 Passe o bacalhau na farinha e no ovo e leve para fritar no azeite; reserve.
Cebolada 1 Leve para ferver, por 10 minutos, cebola fatiada, alho e pimentão laminados, picles, louro, azeite e malaguetas. 2 Frite as batatas em rodelas. 3 Sirva a cebolada sobre o bacalhau, ao lado das batatas fritas em rodelas.
Pastel de bacalhau 6 pastéis
100 g de massa pronta 100 g de creme de bacalhau; óleo para fritura
Creme de bacalhau 80 g de cenoura ralada 50 g de bacalhau desfiado 30 ml de creme de leite
1 Em uma panela, leve ao fogo o bacalhau, a cenoura e o creme de leite. 2 Reduza até adquirir a consistência cremosa.
Receitas do chef Francisco Everaldo da Silva, do Bacalhoeiro, São Paulo, SP.
Itália
Ravióli de bacalhau ao leve creme de batatas assadas 4 porções
Massa 300 g de farinha de trigo 200 g de semolina 9 gemas de ovo caipira 2 ovos caipiras inteiros
Recheio 350 g de postas de bacalhau dessalgadas 150 g de batata cozida e amassada 100 g de ciboulette picada 200 ml de azeite de oliva extravirgem 150 ml de creme de leite fresco 150 ml de leite 2 unidades de alho-poró picado 2 dentes de alho bem picados 1 cebola picada
Molho 500 g de batatas Asterix 30 g de ciboulette 300 ml de caldo de peixe 200 ml de azeite de oliva extravirgem Sal a gosto e pimenta-do-reino fresca
Massa 1 Faça um vulcão com as farinhas; no centro, coloque as gemas e os ovos e trabalhe a massa até que ela fique lisa e homogênea. 2 Cilindre a massa até que ela fique com uma espessura de 3 mm.
Recheio 1 Leve a uma panela funda o creme de leite e o leite; adicione a posta de bacalhau e leve ao fogo baixo por 20 minutos, sem deixar ferver; reserve. 2 Em uma frigideira, refogue o alho-poró, a cebola e o dente de alho em 1/3 da quantidade de azeite; adicione o bacalhau em lascas e refogue rapidamente; junte a mistura de leite e creme de leite e bata tudo em um processador de alimentos, acrescentando o restante do azeite. 3 Misture a batata amassada com o bacalhau; reserve.
Molho 1 Asse as batatas com a casca em forno preaquecido a 150 ºC por 1 hora, ou até que fiquem macias. 2 Descasque as batatas e processe como purê; em uma panela, ferva o caldo de peixe; adicione a batata e bata no liquidificador, acrescentando ao mesmo tempo o azeite para emulsionar. 3 Leve o creme de batatas a uma panela, corrija o sal e a pimenta e adicione a ciboulette; reserve.
Montagem 1 Recheie os raviólis com o bacalhau; cozinhe em água fervente por 2 minutos; disponha os raviólis no prato e regue com o creme de batatas. 2 Salpique com pancetta assada e brócolis cozidos.
Risoto ao pesto com lascas de bacalhau grelhado e azeitonas 4 porções
400 g de arroz Carnaroli 350 g de bacalhau em posta dessalgado 150 g de manteiga 100 g de cebola picada 50 g de azeitonas pretas em rodelas 50 g de pecorino romano 50 g de grana padano 30 g de pinoli tostado 30 g de salsa picada bem fina 1 litro de vinho branco seco 1 litro de caldo de peixe 300 ml de leite 200 ml de azeite de oliva 1 colher (café) de peperoncino 1 dente de alho picado 1 maço de manjericão 1 dente de alho picadinho Sal e pimenta-do-reino fresca a gosto
1 Leve o leite e o bacalhau a uma panela funda e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos; retire a posta de bacalhau e quebre-a em lascas; reserve. 2 Em outra panela, doure a cebola picada com 1/3 da manteiga; acrescente o arroz e refogue por 2 minutos; junte 2/3 do vinho branco e deixe evaporar o álcool. 3 Adicione o caldo de peixe aos poucos, para cozinhar o arroz; enquanto isso, junte o manjericão, o dente de alho, o pecorino, os pinoli e 2/3 do azeite; bata no liquidificador e reserve o molho pesto. 4 Com o restante do azeite, unte uma frigideira preaquecida e grelhe as lascas de bacalhau; adicione o alho picado, o peperoncino, a azeitona e a salsinha; flambe com vinho branco e acrescente 1 colher (café) de manteiga; deixe formar um molho e reserve. 5 Fora do fogo, finalize o risoto com o restante da manteiga e o grana padano; ajuste o sal e a pimenta-do-reino e mexa vigorosamente com colher de pau; adicione o pesto ao risoto e sirva imediatamente com as lascas de bacalhau e o molho por cima do risoto.
Receita do chef Paulo Barroso de Barros, do Due Cuochi, em São Paulo, SP.
Espanha
Bacalhau a la Don Quixote 2 porções 300 g de lascas de bacalhau dessalgado 100 g de bacalhau desfiado dessalgado 4 dentes de alho picado 1 cebola inteira cortada em anéis 1 pimentão vermelho em conserva 1/2 batata cortada em rodelas Azeite espanhol; sal a gosto
1 Cozinhe a batata, em água sem sal; separadamente, refogue a cebola e o alho no azeite. 2 Forre o fundo de uma panela de barro com metade das batatas cozidas; em seguida, adicione 50 g de bacalhau desfiado cru; acrescente a cebola e o alho; por cima, disponha 150 g de bacalhau em lascas. 3 Faça mais uma camada de batata com cebola e aproveite para adicionar 50 g de bacalhau desfiado; em seguida, mais 150 g de bacalhau em lascas; decore com tiras de pimentão vermelho em conserva. 4 Leve a panela de barro para cozinhar no bafo por 25 minutos e finalize com azeite a gosto.
Bacalhau a la espanhola 2 porções
2 postas de bacalhau de 200 g cada uma 150 g de grão-de-bico 100 g de bacalhau desfiado 50 g de colorau 50 g de pimentão vermelho sem a pele fatiado 50 ml de azeite espanhol extravirgem 50 ml de leite de coco 1 cebola em rodelas 1 tomate em rodelas; alho picado a gosto
1 Em uma panela, refogue azeite, cebola, tomate e alho picado; acrescente água e, em seguida, adicione o bacalhau, em postas e desfiado, o grão-de-bico; deixe ferver. 2 Adicione leite de coco, colorau e pimentão sem a pele e cozinhe por 5 minutos. 3 Disponha em uma travessa e sirva com arroz branco.
Receita do chef Antônio Cesar de Freitas, do restaurante Los Molinos, de São Paulo, SP.
Japão Tara no sakamushi (Bacalhau ao vapor) 1 porção
300 g de bacalhau fresco em postas Momiji-oroshi a gosto (nabo ralado com pimenta-dedo-de-moça)
Molho de limão 30 g de katsuobushi (flocos de peixe seco) 10 g de kombu (alga seca desidratada) 30 ml suco de laranja-lima 30 ml de suco de limão-siciliano 30 ml de shoyu; flor de ciboulette, flores e flor de sal a gosto
Misture o shoyu, os sucos de laranja e limão, o katsuobushi e o kombu.
Molho de limão 1 Em uma panela a vapor, cozinhe o bacalhau fresco com o pedaço de alga kombu e suco de meio limão-siciliano por 15 minutos. 2 Retire o bacalhau da panela e coloque-o em um prato; regue o molho em volta e salpique com as raspas de limão-siciliano e o momiji oroshi (no prato, regue o molho em volta do bacalhau, raspas de limão-siciliano em cima do peixe e momiji oroshi por cima). 3 Finalize com flor de ciboulette, flores e flor de sal a gosto.
Bacalhau ao mousse de shisho e abacate 1 porção
120 g de bacalhau fresco; suco de 1 limão-siciliano 1 abacate bem maduro 3 folhas de shiso 30 g de tarako (ovas de bacalhau) 10 g de broto de nabo, azeite, flor de sal e kaiware (broto) a gosto
1 Prepare uma mousse com o abacate, o limão-siciliano e o shiso. 2 Sele o bacalhau em azeite quente; disponha-o no prato, acompanhado pela mousse, com pitadas de flor de sal. 3 Finalize com azeite, flor de sal e kaiware.
Receitas do chef consultor Wilson Kinoshita, de São Paulo, SP.
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