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Toalhinha que parece queijo, a falsa economia do vinho em taça e outras dicas de sobrevivência no selvagem mundo gourmet |
Valet or not Valet
Com os preços estratosféricos dos estacionamentos e alguns restaurantes que ainda deixam seu carro na rua mesmo, por que não ir de táxi? Daí, você pode chutar o balde e beber até ficar com um olho maior do que o outro, Heleninha. Chef, toca um mambo!
Vinho em taça
A menos que você seja um controlado à mesa, vinho em taça para economizar, nem pensar! Com a alma mais leve do primeiro gole, logo você pede uma garrafa inteira. E de um vinho ainda mais caro! Isso se não surtar e pedir logo a segunda.
Oriente-se!
Engolir a bolota de wasabi ou o plástico verde que decora o sushi são gafes do passado. Novo mesmo são os “oshiboris” compactados, as toalhinhas para limpar a mão que reidratam e crescem no contato com a água. Com formato cilíndrico, já teve até colunista famoso tentando engolir achando que era “um queijinho”. Imagina o “alien” inchando na barriga do desavisado! Nem laxante resolveria, só mesmo com trabalho de parto.
Do Peru
Quando um prato peculiar como o ceviche começa a aparecer em bufês e churrascarias, você percebe que a moda pegou. Mas, assim como o sashimi, ele é feito de peixe cru e requer cuidados. Melhor comer sempre em restaurantes especializados e à la carte. Ou corra o risco de ter uma bela “intoxicación”.
Drama Tecnoemocional
O menu ostenta espumas, esponjas e esferas mirabolantes? Alto lá! Seu organismo está preparado para receber tanta química? Escolha apenas um e não exagere: o prato é molecular, mas o piriri pode ser atômico!
Um tapinha não dói
Com a onda das “tapas” espanholas em todas as cozinhas, de italianas a japonesas, fique atento à famosa relação custo-benefício ou o barato poderá sair caro. O preço é pequeno, assim como a porção. Petisque, beba, mas peça logo o principal. Ou amargue uma conta que pode ser uma bofetada no seu orçamento.
Menus Etéreos
Preguiça de cardápios com falta ou mesmo excesso de informações, com descrições afetadas como “Lapin en sous-vide sobre leito de orgânicos de nossa horta sob molho secreto”? Oi! Chame o maître e peça para ele explicar essa história. Você precisa saber o que vai comer. Não compre gato por lebre, Alice.
Lavanda
Se um amigo tomar a lavanda que chegou para limpar os dedos depois da lagosta, beba também para não deixá-lo numa ilha de constrangimento. Se já estiver calibrado, então proponha um brinde alegando que o limão ajuda a queimar as gorduras. Mas apenas finja beber.
Final Apoteótico
Trufas explosivas, taças em chamas, gelo seco transformando sua mesa numa boate cafona. Hoje em dia vale tudo na hora da sobremesa para fechar o jantar com chave de ouro. Se antes o maître flambando a crêpe junto a você era o máximo, agora é o chef quem adentra o salão munido de um belo maçarico para incendiar sua capinha de açúcar ou flambar as frutas na sua cara. Leve óculos escuros e segure os cabelos. A explosão de sabores pode se transformar num incêndio, e você não vai querer ser o protagonista desse grand finale, vai?
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