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Pirenópolis conquistou um lugar na cena gastronômica brasileira e tem muitos motivos para comemorar |
Por Bianca Marchetti
Fotos Slide Fotografia
Há seis anos a cidade de Pirenópolis, em Goiás, entrou para o roteiro gastronômico brasileiro com um festival que une cozinha e cultura. A idealizadora do evento foi Márcia Pinchemel, que na época era apenas uma gourmet engajada em colocar a cidade no cenário nacional. Dona do restaurante Le Bistrô desde 2001, ela decidiu colocar em prática suas ideias e logo pediu apoio à Prefeitura. O então secretário de Turismo, Marcelo Safrad, não pensou duas vezes.
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| As ruas se transformaram em palcos para atrações locais |
O primeiro passo foi contratar um profissional para capacitar os trabalhadores da cidade. Dessa forma, eles garantiriam o sucesso do evento. “Não adianta nada atrair turistas e dar um péssimo atendimento ou servir pratos ruins”, diz Márcia.
Com tudo organizado, a história gastronômica de Pirenópolis começou. E, o sucesso foi tão grande que o Governo de Goiás implantou uma unidade da Universidade Estadual (UEG) em Piri, como é chamada por seus moradores. Lá, os cursos de turismo e de gastronomia são ministrados e, mais que isso, muito procurados. Márcia aproveitou a oportunidade para aprender ainda mais e obter sua tão almejada formação.
O tempo passou e o êxito do festival, que acontece durante quatro dias e movimenta o comércio local, fez com que Pirenópolis se tornasse uma espécie de “Campos do Jordão” do Cerrado. A 120 km de Goiânia e 140 km de Brasília, a cidade é o ponto de encontro daqueles que querem passar um fim de semana tranqüilo, rodeado de mesa farta e quitutes típicos.
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| A Festa do Divino foi homenageada pelo festival |
No ano em que completa 283 anos, a pequena cidade tem motivos de sobra para comemorar. Isso porque, a tradicional Festa do Divino que acontece por lá em maio, acaba de ganhar o título de Patrimônio Cultural Brasileiro. Por esse motivo, o festival presta homenagens ao Divino Espírito Santo e exalta os frutos do Cerrado nos menus apresentados pelos restaurantes participantes.
São mais de 20 estabelecimentos que vestiram a camisa e surpreenderam goianos, brasilienses e turistas de outras partes do Brasil e do mundo. O pequi, o baru e o jatobá eram elementos, que entre outros, não faltavam nos menus.
Chefs de todo o país desembarcaram ali para comandar a cozinha dos restaurantes locais e também para ministrar aulas de culinária ao vivo. A platéia era composta, em sua maioria, pelos estudantes da UEG. Porém, os moradores e visitantes se mostraram bons gourmets e, curiosos, não tiravam os olhos do chef e sua panela.
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| Alex Atala foi o chef convidado deste ano |
Uma das grandes atrações do evento foi a presença do chef Alex Atala,um dos grandes nomes da cozinha brasileira no cenário internacional. Em sua palestra, ele falou sobre a importância da regionalização dos ingredientes e ensinou a preparar um menu completo com frutos do Cerrado. Comandou ainda um almoço conceito, que comemorou o primeiro Festim – Festa do Patrimônio Imaterial, iniciativa com renda revertida para projetos sociais da cidade.
Shows de artistas da região animaram restaurantes e praças e, na noite de sábado, o famoso grupo Demônios da Garoa transformou a Rua do Lazer, local que reúne bares e botecos, em uma grande festa.
Serviço
Festival Gastronômico de Pirenópolis – GO
www.gastronomicopirenopolis.com.br
Pirenópolis - GO
www.pirenopolis.go.gov.br
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