Por Bianca Marchetti
Essa semana a rede McDonald’s abriu as portas de seu complexo, o Food Town (Cidade do Alimento), localizado em Osasco, São Paulo, para a redação de Prazeres da Mesa. Na ocasião, o gerente de qualidade da marca Gustavo Faria falou sobre assuntos de grande repercussão na mídia. Há poucos dias, o chef britânico Jamie Oliver afirmou que produtos da lanchonete nos Estados Unidos levariam amônia em sua composição. Esse ingrediente seria utilizado para dissolver gordura de carne e transformá-la em hambúrguer. “Comemos esse produto que deveria ser vendido como a carne mais barata, para cães. E, após esse processo, dão para humanos”, disse Oliver ao jornal britânico Mail Online.
Sobre o caso, Faria afirma que no Brasil o produto químico nunca foi utilizado. Segundo ele, enquanto os Estados Unidos faziam uso do componente, cada país tinha a liberdade de criar sua própria receita. “Sempre optamos por utilizar somente carne dianteira, ponta de agulha e gelo seco em nossa receita.” O gelo seco, explica Gustavo, é usado para garantir a textura da carne.
Ainda de acordo com o gerente de qualidade, após a denúncia a receita foi unificada. Em outras palavras, a amônia foi banida dos preparos em todo o mundo. Mais um ponto para Jamie Oliver! “A única diferença é o tipo de carne utilizada. Por questões religiosas, em países do Oriente Médio o Big Mac é feito com carne de carneiro”, diz.
Não é a primeira vez que o Mcdonalds precisa se colocar diante de notícias polêmicas. Algumas bastante improváveis como a suposição de que o hambúrguer seria preparado com minhocas. Em meio a risos, o engenheiro de alimentos responsável pela fiscalização da matéria-prima em produção Ed Carlos diz que isso seria caro demais e totalmente inviável já que, por dia, são produzidas 150 toneladas de hambúrguer na fábrica brasileira. Bom, minhoca não tem.