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Joël Robuchon morre aos 73 anos

Vítima de câncer, chef francês foi considerado o mais influente da era "pós-nouvelle cuisine"

Por: Prazeres Da Mesa | 6.aug.2018

Da redação
Fotos: arquivo/ PDM

O ano não tem sido fácil para a gastronomia. Depois de perdermos Paul Bocuse, em janeiro, e Anthony Bourdain, em junho, morreu hoje Joël Robuchon, aos 73 anos. Há um ano ele sofria com câncer no pâncreas.

Nascido em Poitiers, na França, ele tinha como principais características a exigência. E foi graças a esse preciosismo que Robuchon se tornou o chef com mais estrelas Michelin, somando 32, além de ter sido considerado o “cozinheiro do século” nos anos 1990 pelo guia Gault&Millau, um dos mais influentes da França.

Depois de ganhar diversos prêmios, o francês decidiu se aposentar aos 50 anos para poder passar seu conhecimento a outros cozinheiros – profissionais ou amadores – e se lançou em um novo desafio: o de comandar programas de televisão.

Entre as gravações de TV e a gestão de seus restaurantes, o chef visitou regularmente o Japão em busca de novos ingredientes e apaixonou-se pelos sabores daquele país. Ao mesmo tempo, viu nas casas de tapas da Espanha, um modelo promissor de cozinha. O resultado foi a união do melhor de cada local e o nascimento de L’Atelier de Joël Robuchon. Com cozinha aberta e clima aconchegante, as casas se espalharam pelo mundo, de Paris a Tóquio, de Nova York a Bangkok.

Entre as premissas que lhe garantiam o sucesso estavam, independentemente de qual fosse o restaurante ou a cidade, ter sempre bons produtos e equipe bem treinada. Recentemente, ele inaugurou La Boutique Dassaï, em Paris, onde misturava duas de suas cozinhas favoritas: a francesa e a japonesa.

Depois de tanto acumular estrelas, foi a vez de ele virar uma delas. Como o próprio Robuchon costumava dizer em seus programas: “Au revoir! Et bon appétit bien sûr!” (Adeus! E bom apetite, claro!).

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