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Casa da boemia

Bar Astor é destino de quem busca carta de bebidas e gastronomia clássica repaginada

Quando o assunto é boemia brasileira, cerveja e caipirinha são as tradicionais pedidas. Caminhando na contramão, o Bar Astor, com unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, aposta na coquetelaria para conquistar os bon-vivants dos grandes centros urbanos.

Criado em 2001 no bairro paulistano da Vila Madalena pelos sócios da Cia Tradicional do Comércio, o Astor foi inspirado nos bares dos anos 50 e 60, que na época estavam se voltando para a gastronomia internacional. “Tomamos como referência os locais que nossos pais frequentavam e que tinham um espírito cosmopolita”, conta Ricardo Garrido, um dos sócios da Companhia.

Sendo, até então, o terceiro projeto do grupo, a ideia foi criar algo diferente, mas sem perder a identidade brasileira. A cozinha mais elaborada, pensada para acompanhar os bebericos até altas horas da noite, inclui preparos já conhecidos, mas com algumas inspirações internacionais. “É uma casa que nos permite trabalhar com culturas diversas”, conta Marcelo Tanus, chef do bar. “Oferecemos uma comida antiga, tradicional, mas com uma imagem atualizada. Por exemplo, no coquetel de camarão, que agora está voltando à moda, substituímos o molho por creme de avocado. Conseguimos dar leveza a um prato que era originalmente pesado”.

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As clássicas receitas ganham toques da cozinha internacional e são escoltadas com maestria por coquetéis bem elaborados e as boas cervejas da casa

O apelo ao clássico também se faz presente na decoração. O balcão, que recebe muitos clientes a fim de apreciar ótimos coquetéis e chopes bem tirados, foi garimpado de um antigo bar da Filadélfia e tem cerca de 130 anos. Apesar de o passado estar bastante presente, o Astor não deixou de ditar tendências. “Quando abrimos, a coquetelaria era um universo muito novo e nossa missão era fazer os clássicos de maneira bem executada”, conta Ricardo. “Tivemos a sorte de trabalhar com gente bacana dessa área, e fomos nos sofisticando e evoluindo bastante. Requalificamos o gim tônica em São Paulo e fomos o primeiro bar a ter uma carta exclusiva para o drinque. Acredito que viramos uma referência.”

A atmosfera contemporânea e cosmopolita, aliada à excelência gastronômica, faz do Astor um dos bares mais badalados do Rio de Janeiro e de São Paulo. | Foto: Rômulo Fialdini, divulgação
Astor unidade JK | Foto: divulgação
Astor unidade Rio de Janeiro | Foto: divulgação

    Consolidando ainda mais o sucesso da marca, uma unidade do Astor abriu as portas no Shopping JK, em fevereiro de 2018. A segunda casa em São Paulo reformulou o cardápio para atender as demandas da região. “Como está localizado em uma área comercial, incluímos almoços todos os dias, o que não acontece em outras unidades”, diz Marcelo. As opções também ganham mais leveza, como é o caso do ceviche com lascas de coco, laranja, castanha-de-caju, pimenta dedo-de-moça e coentro, e também do cuscuz paulista e das diversas saladas.

    “Abrir o Astor JK foi uma oportunidade que apareceu de levar o nosso trabalho para outra área da cidade, ainda mais em um shopping com alta qualificação gastronômica”, afirma Ricardo. “Tivemos a liberdade de criar. Então poucos itens são idênticos ao primeiro bar.”

    Alguns dos destaques das unidades ficam por conta do club sandwich, feito de salmão defumado, ovo pochê, avocado, cebola-roxa e maionese de raiz forte montado no brioche; e a frigideira de frutos do mar, com mix de camarão, lula, mexilhão e tomate em pedaços, ótimas pedidas para acompanhar os coquetéis bem elaborados e as boas cervejas da casa.

    Frango assado l’ami louis | Foto: Ricardo D’Angelo
    Camarão à grega | Foto: Ricardo D’Angelo

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      Beatriz Albertoni

      A paulistana divide-se entre duas paixões: jornalismo e gastronomia. Formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, a repórter está na redação de Prazeres da Mesa desde 2015. Adora conhecer histórias, viajar e apreciar um bom show de rock, além de nunca recusar bolo acompanhado de cafezinho.

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