Colunas

A gastronomia atípica em Hotel Palace

Em um dos mais charmosos endereços de Paris, hotel luxuoso promove um misto de influências culinárias em seus dois restaurantes, um cantonês e outro francês

.Situado a poucos passos do Arco do Triunfo, o Hotel Peninsula Paris faz parte do grupo que é fruto da associação entre o Katara Hospitality e o The HongKong and Shanghai Hotels Limited (HSH). Mas sua história é antiga e está ligada à trajetória da cidade que o abriga. Batizado de Hotel Majestic em 1908, esse espaço de luxo funcionou até a Segunda Guerra Mundial.

Em 1936, tornou-se propriedade do Estado e foi convertido em um edifício governamental. Dez anos mais tarde, abrigou a sede temporária da Unesco. E, somente em 2014, voltou a sua essência. Um hotel esplendoroso, e conquistou o status de Palace depois de recuperar ambientes originais do antigo Majestic.

Além de sua carga histórica e dos ambientes de alto padrão, o Hotel Peninsula Paris se destaca por seus dois restaurantes. O cantonês Lili e o francês L’Oiseau Blanc. No Lili é servida uma culinária autêntica e sofisticada. A casa foi batizada com o nome de uma cantora de ópera chinesa dos anos 1920. Além de ter design deslumbrante, inspirado nas obras dramáticas chinesas e na ópera francesa.

Continua após o anúncio
A gastronomia atípica em Hotel Palace
Foto Divulgação
Cozinha diversificada

Na cozinha, o comando fica por conta do chef Ma Wing Tak. Nascido em Hong Kong, trabalhou para destacados restaurantes em sua cidade, em Pequim e em Macau, antes de aportar em Paris. Ele trouxe ao restaurante a excelência da culinária cantonesa. Além de desenvolver um menu combinando os sabores asiáticos e a alta qualidade dos produtos franceses. Para isso, atuou ao lado do chef executivo do hotel, Christophe Raoux. Intitulado de Meilleur Ouvrier de France – honraria concedida aos profissionais considerados modelos de artesão em diferentes áreas.

O resultado é uma cozinha diversificada, na qual é possível encontrar novos acordos culinários, valorizando o produto principal, sem trair os princípios e a essência da cozinha cantonesa. Em um longo cardápio, encontram-se pratos da tradicional culinária. Como o pato laqueado de Pequim, e criações como a salada de abalones da Bretanha, marinados com coentro, échalote e pimenta oiseau, o tofu amarelo frito com sete especiarias, ou ainda a sopa de cogumelos exótica com gengibre, o pepino do mar de Rias salteado, e molho XO – preparo picante feito a partir de frutos do mar.

A gastronomia atípica em Hotel Palace
Foto Divulgação
Os destaques

Destacam–se ainda os famosos dim sum. Nome dado a massa chinesa cozida ao vapor com recheios surpreendentes. Lagosta, camarões Obsiblue e ovos de arranque, ou porco kintoa ao modo Shanghai e gengibre, ou ainda caranguejo do Alasca e camarões. E também a carta de chás chineses, que conta com mais de 20 infusões.

Já o restaurante francês L’Oiseau Blanc está situado na cobertura do hotel. Oferece uma vista panorâmica para os mais famosos monumentos de Paris, inclusive para a Torre Eiffel. A decoração do espaço tem tema aeronáutico e homenageia os ases da aviação: Charles Nungesser e François Coli, que tentaram cruzar o Atlântico, em 1927, partindo de Le Bourget. A coleção exclusiva de recordações da aviação inclui uma réplica com 75% do tamanho original do biplano L’Oiseau Blanc exposta no pátio adjacente.

Ali, Christophe Raoux oferece um cardápio de bistrô. Pratos tradicionais reinterpretados com modernidade e com base em produtos regionais. É o caso do turbot selvagem (linguado grande). Do creme de romaine (tipo de alface), salicornia, tomilho-limão e cogumelos do momento. Do ovo orgânico cozido a baixa temperatura acompanhados de enguia defumada, aipo e maçã azeda. Ou ainda o foie gras de Aveyron, poêlé com uvas, nozes e molho de cozimento encorpado, que são pedidas certeiras.

A gastronomia atípica em Hotel Palace
Foto Divulgação

Etiquetas
Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo