Prazeres da mesa

A nova era de um patrimônio

Por: Prazeres Da Mesa | 24.oct.2018

Sempre se ouve sobre o potencial da cachaça, mas no universo do mercado de nossa bebida é comum encontrarmos entraves que vão desde a falta de dados precisos sobre o mercado, até dificuldades de enquadramento, registro e tributação.

Desde 2001 quando a cachaça foi reconhecida legalmente como produto exclusivamente brasileiro, temos movimentações de união e iniciativas de proteção e promoção ao produto, mas, até então, pontuais – embora de grande valia. Exemplo disso foi a conquista do Simples Nacional articulado magistralmente pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Em todo o país, cerca de 580 produtores fazem parte desse novo time.

Para eles, a carga tributária incidente sobre a cachaça representava, até então, 81,87% do preço de venda, de maneira geral, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

grafico isadora sobre cachaça e simples nacional

De acordo com o Ibrac, o momento é estimulante para os pequenos produtores, que têm melhores condições de comercialização e poderão contribuir ainda mais para que o setor da cachaça volte a crescer.

Em 2017, o faturamento do setor da Cachaça no Brasil foi superior a 10 bilhões de reais. Em termos de exportação, a cachaça foi vendida para mais de 60 países, por mais de 50 empresas exportadoras, gerando receita de 15,80 milhões de dólares (8,74 milhões de litros). Esses números representam crescimento de 13,43% em valor, e 4,32% em volume, em comparação a 2016, resultando no segundo ano seguido de aumento das exportações.

grafico isadora sobre exportação de cachaça

Embora a caminhada exista, notamos alguns obstáculos sobre cachaça a ser aprimorados para ampliar a valorização e crescimento do mercado da bebida brasileira.

Os temas foram tratados em um evento que reuniu órgãos relacionados como Câmara Setorial, Apex e Mapa, apreciadores, produtores, distribuidores e profissionais de serviço e bar.

A abertura foi feita por Carlos Lima, presidente executivo do Ibrac e a mediação conduzida pelo cachacier Mauricio Maia.

Carlos Lima (diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça), Maria das Vitórias Cavalcanti (diretora de produto da Cachaça Pitú do estado do Pernambuco – PE), Lívia Versiani (produtora da Cachaça Terra Forte do estado de Minas Gerais – MG), Evandro Weber Haus (produtor da Cachaça Weber Haus do estado do Rio Grande Sul -RS) e Sr. Mucio Carlos Lins Fernandes (presidente do conselho deliberativo do IBRAC e produtor da Cachaça Engenho São Paulo do estado da Paraíba – PB). Foto: Edu Leporo/ divulgação

Carlos Lima (diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça), Maria das Vitórias Cavalcanti (diretora de produto da Cachaça Pitú do estado do Pernambuco – PE), Lívia Versiani (produtora da Cachaça Terra Forte do estado de Minas Gerais – MG), Evandro Weber Haus (produtor da Cachaça Weber Haus do estado do Rio Grande Sul -RS) e Sr. Mucio Carlos Lins Fernandes (presidente do conselho deliberativo do IBRAC e produtor da Cachaça Engenho São Paulo do estado da Paraíba – PB). Foto: Edu Leporo/ divulgação

 

O evento findou com a leitura do Manifesto da Cachaça, que trouxe a conclusão sobre os pontos primordiais para a evolução da categoria. Ao fim da leitura do manifesto outro tema importante ficou claro. Não foi preciso inseri-lo no texto, pois ele foi sentido por todos: a energia de união do mercado.

O potencial da cachaça é mais do que nunca, um destino.

Foto: Feltran Fotografia/ divulgação

Consultora em cachaça e serviço de destilados, é um dos principais nomes de bebidas nacionais e tem na cachaça a conexão com o Brasil e com a terra. Atua em eventos, ministra cursos livres, aulas, presta consultorias especializadas na área.

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