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Novos destilados japoneses aportam em solo brasileiro

Alexandre Tatsuya Iida detalha as novidades vindas do outro lado do mundo

Há alguns anos, quando os famosos uísques da Suntory chegaram no Brasil – o Yamazaki Single Malt 12 anos e o Hibiki Blended 17 anos; foi uma conquista, pois fazia anos torcíamos para uma importadora os trazer. Depois, vieram o Suntory Kakubin Blended;  Suntory Hakushu 12 anos Single Malt; Hibiki Blended 12 anos; Yamazaki Single Malt No Age; e Hakushu Single Malt No Age.

Na ocasião, a Adega de Sake foi uma das agraciadas em poder comercializar os destilados japoneses. Assim, vendeu os uísques a todos os apaixonados pela bebida, não se importando muito com o preço. 

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Mas, muita coisa aconteceu. Uma delas foi a fusão da Jim Beam com a japonesa Suntory, que deu origem à Beam Suntory. A empresa virou a terceira maior produtora de destilados do mundo. E sua sede foi instalada em Illinois, nos Estados Unidos.

A degustação da vodca

Dos três rótulos, eu não havia provado ainda a vodca Haku – que aliás o que mais me surpreendeu. A Japanese Craft Wodka HAKU é produzida com a melhor seleção de arrozes, destilada por três processos diferentes e tem filtração por carvão de bambu.

O design da garrafa, então, reproduz a simples correnteza do rio, onde se obtém a água para a produção. O rótulo foi feito por Tansetsu Oguino, que pincelou haku, que significa branco. No sentido de preto e branco, a neutralidade é o espírito. Ou seja, o simples, o menos é mais. Sem restrição, sem impedimento, liberdade.

Seu aroma e sabor é bem marcante. O doce do álcool não predomina, mas na medida certa; e há um perfume bem agradável. É, portanto, uma grande promessa para apreciadores da vodca pura. Uma pedra de gelo pode ser o suficiente na degustação. 

Evidentemente, o destilado fica sensacional em drinques sem muita informação. Lembrando o que o rótulos diz: simplicidade.

A degustação do gim

Agora o gim, o Japanese Craft Gin Roku é o jardim botânico nipônico dentro da garrafa hexagonal – visto que roku significa o número 6. São seis lados e seis ingredientes. A flor de sakura e  folha de sakura representam a primavera japonesa. O senchá (chá verde) e gyokurô (chá verde), o verão; a pimenta sanshô, o outono; e o yuzu, o inverno. 

Cada ingrediente é colhido em sua melhor época, por isso, a produção demora a ser concluída. O Japão é um país que ama e preserva os personagens da cada estação do ano. Assim, a gastronomia também se torna um medidor do calendário anual.

O terceiro rótulos que provamos foi o Chita (pronuncia-se tita). Lançado em setembro de 2015, pude prová-lo no mesmo ano no Japão. Sua destilaria, a Suntory Chita, foi fundada em 1973. E produzia os Single Grain da fábrica para servir de base a outros rótulos.

O rótulo, por sua vez, foi desenhado também por Oguino. E deseja transmitir a leveza, o vento, o carisma e a mensagem de juntar os povos. É lindo.

Duo de ostras com algas, ovas e ponzu; Moriawase de sushi e sashimi; Tempura de primavera; Merluza negra grelhada; Trio de sobremesas com míni-choux cream; short cake de matchá, morango e azuki; 3 chocolates com kinkan. Para encerrar, café e chá, madeleine de matchá, e macaron.

E tudo isso é combinado com os sensacionais pratos do omakasse da chef e Embaixadora da Boa Vontade da Difusão da Culinária Japonesa, Telma Shiraishi. Ela esta a frente do restaurante Aizomê, instalado na Japan House. E a noite teve ainda drinques e a harmonização ficou por conta de Carolina Oda.

Chef e Embaixadora da Boa Vontade da Difusão da Culinária Japonesa, Telma Shiraishi, e Carolina Oda abrem o jantar.

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Alexandre Tatsuya Iida

É embaixador de saquê no Brasil, título mais conhecido como Sake Samurai, outorgado por The Japan Sake Brewers Association Junior Council

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