Colunas

Europeus e com estilo

No embalo das últimas novidades etílicas, os goles europeus acabaram tomando conta da coluna.

A maioria dos vinhos provados para essa coluna são franceses e oriundos do sudeste do país. Terra de tintos carnudos e brancos perfumados da deliciosa uva Viognier. Cantos de maior renome também tem seu lugar, neste caso a Borgonha, com um Crémant, um membro do elenco de espumantes da região, bela opção para quem quer beber boas borbulhas francesas a preço mais palatável.

Itália e Espanha completam o painel. A ala italiana está integrada por dois rubros interessantes, um da Puglia, outro da Sicília. No departamento espanhol se mesclam novamente os terrenos em ascensão, como Calatayud, e os já consagrados, aqui Rioja e Catalunha, esta última com outro espumante, um Cava, destaque daquelas bandas, outra boa pedida para regar a contento as festas de fim de ano. 

ITÁLIA

Castellani (Toscana)

A empresa tem cerca de 1000 hectares de vinhas na região. E uma boa coleção de rótulos oriundos delas, alguns dos quais já conhecidos por aqui. Seus goles voltam agora (trazidos por outra importadora) com a linha Corbelli de vinhos elaborados em regiões do sul, como Puglia e Sicília. Um Nero d´Avola siciliano e um Primitivo da Puglia, são os destaques da primeira leva.

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Corbelli Primitivo 2017 – Primitivo 100%. Tem corpo médio. Mescla frutas vermelhas e suaves toques de especiaria em um paladar redondo, com boa acidez, bem marcado pela fruta que domina o final agradável (avaliação: 88 pontos em 100)

Corbelli Nero d´Avola 2017 – Puro Nero d´Avola, mostra igualmente corpo médio. Geleias e toques de especiaria doce, como a baunilha, aparecem no nariz e na boca. Tem taninos finos, bom equilíbrio, e final frutado bastante persistente (88/100). Ambos R$ 53,46, a venda na Casa Flora, casaflora.com.br.

ESPANHA

Marqués de Tomares (Rioja)

Os produtos da vinícola de Fuenmayor, perto de Logroño, em plena Rioja Alta, não são novidade por aqui, muito pelo contrário. Mas merecem ser trazidos à tona por uma característica que tem mantido ao longo dos anos: são bons no copo e no bolso. Menção para dois integrantes do seu portfólio: a última edição de um rubro de Rioja e um espumante catalão.

Don Román Brut – Sem indicação de safra. Corte de três variedades brancas clássicas nos espumantes catalães: Xarel-lo, Macabeo (ou Viura) e Parellada. Passou 9 meses com as leveduras antes de ser finalizado. Tem aroma que combina frutas brancas com toques de especiaria que lembram suave mostarda. Bolhas médias e abundantes dão boa cremosidade a um paladar refrescante, pela sua acidez (88/100, R$ 58,20).

Monasterio de San Prudencio 2017 – A uva Tempranillo domina a cena (95%) acompanhada de Graciano. Ameixas pretas maduras marcam presença no aroma e no sabor. Têm taninos finos que lhe conferem boa  textura. Um rubro untuoso, com bom corpo, muito prazeroso. Para comprar por caixa (89/100, R$ 40,71). Os dois em casaflora.com.br

Bodega San Gregorio (Calatayud)

Pode-se dizer que Calatayud, na província de Saragoza, no nordeste espanhol, é terra de tintos. As cepas da categoria cobrem mais de 80% da área plantada. Entre elas reina a Garnacha. Dois  tintos, precisamente a base de  Garnacha e um branco, integram o primeiro desembarque da San Gregorio, uma cooperativa com cerca de 200 hectares de vinhedos em Cervera de la Cañada, a 40 quilômetros da capital, Saragoza. Apesar do viés rubro da região (e da importância por lá da Garnacha), na estreia, curiosamente, o branco acabou roubando a cena.

La Muela  2017 – Elaborado com uvas Macabeu de vinhedos plantados nas décadas de 1980 e 1990  em terrenos de altura (600-1000 metros). Intenso e amplo no nariz e na boca (frutas tropicais, cítricas, leve toque de cedro), tem bom corpo e paladar denso, equilibrado, longo e muito frutado (90/100, R$ 74,90). Grand Cru, grandcru.com.br

FRANÇA

Les Grandes Serres (Rhône)

Pertence a PrimaVinae, um importante grupo com base na Borgonha e adegas em outros cantos vitivinícolas gauleses. Les Grandes Serres, em Châteauneuf-du-Pape, braço da empresa no sul do Rhône, é dona de rubros intensos na fruta tal como, por exemplo, o último dos seus Cõtes du Rhône a aportar no Brasil.

La Pinède Côtes du Rhône 2016 – Corte de Grenache, Syrah e Cinsault, se mostra ligeiro de corpo, mas não de sabor. Framboesas, suave cereja e um delicado toque de violetas se mesclam no aroma e no sabor atraente e de boa persistência (88/100, R$ 58). Importação e venda, Casa Santa Luzia, santaluzia.com.br

Fontarèche (Languedoc-Rousillon)

A casa, com 145 hectares de vinhas em torno do Château Fontarèche, sua principal propriedade, está encravada na sub-região de Corbiéres, denominação de origem com a maior área de vinhas do Languedoc. Entre os goles que aportaram por aqui, merecem menção especial, um tinto de corte e um branco varietal.

Domaine Fontarèche Viognier 2017 – Viognier 100%. Agrada pelo aroma intenso típico desta cepa que mescla pera madura e pêssego com pinceladas de suave lavanda. O conjunto aparece também na boca dando forma a um paladar atraente e com bom final.

Château Fontarèche Cuvée Tradition 2017 – Uvas Syrah (40%) e partes iguais de Grenache e Carignan deram vida a um tinto de corpo médio, marcado por frutas vermelhas enriquecidas por um verniz tostado-terroso.  É redondo em boca e equilibrado na acidez. Os dois 88/100, R$ 60. Importados pela Donazzi (donazzi.com.br), a venda no Emporium São Paulo, emporiumsaopaulo.com.br

La Fontesole (Languedoc-Rousillon)

La Fontesole é uma cooperativa agrícola do vilarejo de Fontès, a 40 quilômetros ao oeste de Montpellier, no centro da região, que reúne cerca de 200 viticultores do lugar. Seus goles fazem parte da nova ala francesa de uma já tradicional importadora paulistana. A vinícola faz bonito desde os seus goles de entrada, como a dupla abaixo, que vale a pena conferir.

Le Cavelou Branco 2017 – Mescla uvas Grenache Blanc (50%), Colombard (25%) e Viognier. Frutas tropicais (como abacaxi maduro) e leves toques florais marcam um branco vivaz, de corpo médio, com bom frescor, intenso e prazeroso, que se bebe fácil.

Le Cavelou Tinto 2017 – Outro assemblage. Nele predomina a Syrah (50%) acompanhada de Merlot (25%) e outro tanto de Grenache.  Cerejas, junto a toques de kirsch e chocolate amargo, dominam um paladar redondo, com taninos finos, saboroso e longo (ambos 89/100, R$72,40). Adega Alentejana, alentejana.com.br

Domaines Chermette (Borgonha)

Pierre-Marie e Martine Chermette comandam vinhedos e a adega familiar de Saint-Vérand, na região de Beaujolais, no extremo sul da Borgonha. No repertório do domaine há rubros oriundos de crus do lugar, como Saint-Amour, Brouilly ou Moulin-a-Vente. Mas o catálogo também abriga desde 2009 goles borbulhantes, que merecem atenção.  Entre eles um belo Brut branco.

Domaine du Vissoux Crémant de Bourgogne Brut – Não tem indicação de safra. É 100% Chardonnay.  Frutas brancas rodeadas de suaves aromas de pão fresco e brioche aparecem no aroma e no paladar cremoso pelas suas bolhas finas e persistente, tudo realçado por uma boa acidez que o torna leve a agradável (90/100, R$ 89). Wines4u, wines4u.com.br   

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