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Hambúrguer para colecionar

Ainda fora do radar aqui no Brasil, uma rede de hamburguerias de Israel está fazendo um estrondo nos EUA, e tudo por uma intriguinha no conceito

Em 2016, havia uma hamburgueria da marca Burgerim em Los Angeles, no Estados Unidos. Em 2018, já eram 80 espalhadas pelo país. E este ano já são mais de 200, além da previsão de abertura de mais 350 em breve . Em um mercado saturado por hamburguerias que vão do fast-food ao fast-casual, é um feito incrível, quase inacreditável. Há apenas um mistério: o que a Burgerim tem?

A hamburgueria foi fundada por Donna Tuchner, uma israelense que estudou gastronomia em Nova York e voltou para Tel Aviv para abrir a primeira Burgerim, que continua por lá. O conceito é simples e inovador. Nele, portanto, os hambúrgueres são pequenos e variados na medida exata. Maiores que mini-hambúrgueres, mas menores que convencionais, cada lanche da Burguerim tem 80 gramas de carne. 

O sistema básico é o de “monte o seu” (embora existam preparações sugeridas no menu). Há uma variedade interessante de proteínas: carne Angus, cordeiro, peito de frango grelhado, peru, peito de frango empanado e hambúrguer vegetariano. Então, a grande sacada é que, como os hambúrgueres são pequenos, o pedido mínimo é de dois lanches. E ainda há a opção de pedir três ou 16 de uma vez. Isso encoraja os clientes a testarem diferentes produtos e combinações de uma vez, quase “colecionando” sabores diferentes de proteínas e recheios em caixas para dividir.

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Quem enxergou promessa no “gancho” desse conceito foi Oren Loni, atual dono e presidente da marca. Ele comprou o conceito de Donna Tuchner e transformou a marca em uma fábrica de franquias. Este ano, a Burgerim apareceu no topo da lista Future 50 da revista de negócios de gastronomia Restaurant Business. Isso porque teve um faturamento de 34 milhões e um crescimento de vendas de 277% ano a ano (para comparação, o segundo colocado na lista, a rede 110 Grill, tem um crescimento de 77% ano a ano). O mapinha de locações no site da marca mostra um EUA coalhado de costa a costa por unidades da Burgerim.

É impressionante, portanto, o que um conceito inovador pode fazer por uma marca em um mercado saturado. Quem diria que diminuir o hambúrguer na medida certa atrairia tantos clientes e permitiria um projeto de expansão de franquias com agressividade de invasão militar? O que resta saber é: o conceito terá longevidade? E, por fim, mais importante ainda: quem fará o mesmo aqui no Brasil?

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